1- Toda a honra ao Senhor da Escuridão. Jurando por lealdade, revelo sua predição.
2- Anuncio, pois, pelos ventos ébrios das erroneidades do homem. Anuncio pelos sábios, eremitas ancestrais e primevos mestres do saber oculto. Anuncio, acima de tudo, pelo Herdeiro da Alma dos Homens, cujo nome se perde pelas brumas do tempo e cujas atribuições não cabem à boca ominosa de seu subserviente arauto.
3- Atentai-vos, pois de nada vale o ouro que guardamos, nada vale o título que levamos e tampouco o lamento que retemos.
4- O soberano realiza seu último passo enquanto tal. Seus descendentes não correspondem ao cargo: os infantes pereceram e a herdeira é infértil. Assim se esvai toda um clã.
5- Atentai-vos, povos de todo o reino, pois chegou o tempo da desolação.
6- Atentai-vos, ó Povo do Norte, cuja desonestidade é uma afronta aos sábios e artífices de outrora.
7- Atentai-vos, ó Povo das Terras Áridas, cujos assassinatos maculam o nome d'Aquele que Espreita.
8- Atentai-vos, ó Povo do Ocidente, cujo orgulho vos cega e vos afasta da prudência
9- Atentai-vos, ó Povo dos Nascentes, cujo desperdício vos cega perante a miséria e o despertar da verdade latente. Mas a ilusão há de se dissipar.
10- Os senhores das baronias conspiram contra o soberano, mas após a queda deste, contra quem conspirarão? O tirano partirá, assim como seu sangue na Coroa Primeva, mas a tirania procede enquanto se cobiça o poder.
11- A herdeira, consanguínea, é recusada por sua infertilidade. Ela aceitou seu destino há tempos. Seu ventre pertence ao Senhor da Supressão, à ele consagrado para redimir seus ancestrais.
12- O homem nasce como uma flor até murchar. Foge como a sombra e não perdura.
13- A colheita está por vir. A colheita está por vir. Atentai-vos.
14- As baronias se desentenderão, a lâmina as devastarão e só a Lâmina d'Aquele que Espreita pela Consumação se regozijará.
15- Sangue real cairá. Sangue profano cairá. Ambos rubros como a rosa, rubros como a eclipse, Ao Senhor da Devastação não lhe resulta proveitoso os valores da superfície, apenas os que cada um esconde em seu seu insignificante ser.
16- Como o Tempo, Ele engole a todos e os julga do modo que lhe convém: sagacidade aos seus leais e desdém aos que lhe repudiam.
17- À Ele nossa história pertence. Como uma medida de fio no qual percorre nossa alma até o corte, onde é entregue. Um fio a mais no grande manto da história, e o Senhor do Degrado o suspende sobre sua espalda.
18- Toda a honra ao Senhor dos Senhores, Consumador da Jornada, Desvelador da Ilusão.
19- Que a sina de todos os homens se atrelem à unidade da Dança Macabra, mas até lá, que as divindades de aquém e além possam nos perdoar.
2- Anuncio, pois, pelos ventos ébrios das erroneidades do homem. Anuncio pelos sábios, eremitas ancestrais e primevos mestres do saber oculto. Anuncio, acima de tudo, pelo Herdeiro da Alma dos Homens, cujo nome se perde pelas brumas do tempo e cujas atribuições não cabem à boca ominosa de seu subserviente arauto.
3- Atentai-vos, pois de nada vale o ouro que guardamos, nada vale o título que levamos e tampouco o lamento que retemos.
4- O soberano realiza seu último passo enquanto tal. Seus descendentes não correspondem ao cargo: os infantes pereceram e a herdeira é infértil. Assim se esvai toda um clã.
5- Atentai-vos, povos de todo o reino, pois chegou o tempo da desolação.
6- Atentai-vos, ó Povo do Norte, cuja desonestidade é uma afronta aos sábios e artífices de outrora.
7- Atentai-vos, ó Povo das Terras Áridas, cujos assassinatos maculam o nome d'Aquele que Espreita.
8- Atentai-vos, ó Povo do Ocidente, cujo orgulho vos cega e vos afasta da prudência
9- Atentai-vos, ó Povo dos Nascentes, cujo desperdício vos cega perante a miséria e o despertar da verdade latente. Mas a ilusão há de se dissipar.
10- Os senhores das baronias conspiram contra o soberano, mas após a queda deste, contra quem conspirarão? O tirano partirá, assim como seu sangue na Coroa Primeva, mas a tirania procede enquanto se cobiça o poder.
11- A herdeira, consanguínea, é recusada por sua infertilidade. Ela aceitou seu destino há tempos. Seu ventre pertence ao Senhor da Supressão, à ele consagrado para redimir seus ancestrais.
12- O homem nasce como uma flor até murchar. Foge como a sombra e não perdura.
13- A colheita está por vir. A colheita está por vir. Atentai-vos.
14- As baronias se desentenderão, a lâmina as devastarão e só a Lâmina d'Aquele que Espreita pela Consumação se regozijará.
15- Sangue real cairá. Sangue profano cairá. Ambos rubros como a rosa, rubros como a eclipse, Ao Senhor da Devastação não lhe resulta proveitoso os valores da superfície, apenas os que cada um esconde em seu seu insignificante ser.
16- Como o Tempo, Ele engole a todos e os julga do modo que lhe convém: sagacidade aos seus leais e desdém aos que lhe repudiam.
17- À Ele nossa história pertence. Como uma medida de fio no qual percorre nossa alma até o corte, onde é entregue. Um fio a mais no grande manto da história, e o Senhor do Degrado o suspende sobre sua espalda.
18- Toda a honra ao Senhor dos Senhores, Consumador da Jornada, Desvelador da Ilusão.
19- Que a sina de todos os homens se atrelem à unidade da Dança Macabra, mas até lá, que as divindades de aquém e além possam nos perdoar.