1- O saber é uma espada. Uma espada da mais fina folha. Uma folha rígida e de danos irreparáveis.
2- Há os que dela se escondem. Há os que a escondem. Há os que dela usam para matar. Há os que dela usam para se defender.
3- A espada se apresenta a cada um. E cada um reage a seu modo perante a espada.
4- A Dama encontrou a espada antes escondida.
5- É a lâmina da degola. É a chave de todas as portas. É a encruzilhada dos caminhos.
6- Adentrando uma hospedaria, a Dama transmitiu seu conhecimento e sabedoria a um soldado que ali residia.
7- Tanto foi o conhecimento, que o soldado voltou à sua mente. Tanta foi a sabedoria, que o homem se escondeu.
8- Ele ficou ciente de sua existência e pôs-se a pensar. Angustiado a pensar.
9- Na manhã seguinte o soldado se encontrava perante a janela. Queria saltar de tamanha perturbação. Encontrar a Morte, enfim, que lhe convém mais do que a vida perdida na carne.
10- A Dama via-lhe ao longe e em silêncio, esperando ele demostrar coragem.
11- Visto que ele, em seu íntimo, desistia de tal ideia, ela lhe disse: Todos partem, cada um com o peso de sua bagagem. Não há de se apressar. Não há de se apressar. A Morte é nossa meta, contudo nosso epílogo se constrói com nossos atos. Olharemos para trás e contemplaremos o feito de nossos atos prudentes. És um homem de guerra, se queres morrer dignamente, que morras lutando pela subversão, sem temer os golpes nem os rasgos e nem o sangue derramado de ardente dor.
12- Da ignorância veio o medo. Do medo veio a compreensão. Da compreensão o pleno destemor.
13- E o soldado disse: Minha senhora, guardiã da sabedoria, expurgo de mim todo o erro dos caminhos que tenho percorrido. Expurgo de mim toda a ignorância e insensatez, pois agora me dedicarei a me preparar para as trevas eternas. Juro, pela minha honra, que ao teu lado estarei como discípulo e protetor.
13- O soldado passou a seguir a Dama até o momento em que deviam se separar. Até o momento da batalha eclodir e um deles cair aos braços do Ceifeiro do Mundo.
14- Quem se entrega por mera desistência não é digno da Morte. Quem se entrega por dever, tem da Morte toda a sabedoria dos orbes.
15- Assim, o soldado se incumbiu de conquistar, à Dama, o apoio de sua classe.
16- E esses foram os versos da diligência.
17- Lembra-te de que morrerás.
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2- Há os que dela se escondem. Há os que a escondem. Há os que dela usam para matar. Há os que dela usam para se defender.
3- A espada se apresenta a cada um. E cada um reage a seu modo perante a espada.
4- A Dama encontrou a espada antes escondida.
5- É a lâmina da degola. É a chave de todas as portas. É a encruzilhada dos caminhos.
6- Adentrando uma hospedaria, a Dama transmitiu seu conhecimento e sabedoria a um soldado que ali residia.
7- Tanto foi o conhecimento, que o soldado voltou à sua mente. Tanta foi a sabedoria, que o homem se escondeu.
8- Ele ficou ciente de sua existência e pôs-se a pensar. Angustiado a pensar.
9- Na manhã seguinte o soldado se encontrava perante a janela. Queria saltar de tamanha perturbação. Encontrar a Morte, enfim, que lhe convém mais do que a vida perdida na carne.
10- A Dama via-lhe ao longe e em silêncio, esperando ele demostrar coragem.
11- Visto que ele, em seu íntimo, desistia de tal ideia, ela lhe disse: Todos partem, cada um com o peso de sua bagagem. Não há de se apressar. Não há de se apressar. A Morte é nossa meta, contudo nosso epílogo se constrói com nossos atos. Olharemos para trás e contemplaremos o feito de nossos atos prudentes. És um homem de guerra, se queres morrer dignamente, que morras lutando pela subversão, sem temer os golpes nem os rasgos e nem o sangue derramado de ardente dor.
12- Da ignorância veio o medo. Do medo veio a compreensão. Da compreensão o pleno destemor.
13- E o soldado disse: Minha senhora, guardiã da sabedoria, expurgo de mim todo o erro dos caminhos que tenho percorrido. Expurgo de mim toda a ignorância e insensatez, pois agora me dedicarei a me preparar para as trevas eternas. Juro, pela minha honra, que ao teu lado estarei como discípulo e protetor.
13- O soldado passou a seguir a Dama até o momento em que deviam se separar. Até o momento da batalha eclodir e um deles cair aos braços do Ceifeiro do Mundo.
14- Quem se entrega por mera desistência não é digno da Morte. Quem se entrega por dever, tem da Morte toda a sabedoria dos orbes.
15- Assim, o soldado se incumbiu de conquistar, à Dama, o apoio de sua classe.
16- E esses foram os versos da diligência.
17- Lembra-te de que morrerás.
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